Recentemente, eu fiz um treinamento sobre liderança durante cinco dias, juntamente com mais 34 profissionais de diversas áreas e empresas. Eu confesso que, a princípio, quando recebi a agenda compulsória enviada pela universidade corporativa da nossa organização, reagi negativamente, imaginando que seria mais um dos inúmeros cursos de liderança que fiz na minha carreira. Mas para a minha grata surpresa, o aprendizado superou a minha expectativa e, pelo que pude observar, a de todos os colegas participantes.
Além de rever conceitos teóricos e várias técnicas de liderança, nós vivenciamos a convivência em grupo e pudemos praticar o dar e receber feedbacks, a mudança de modelo mental e o auto conhecimento, tudo isso para que nos tornemos líderes melhores. Fomos separados em quatro equipe e, na nossa, éramos nove. No primeiro dia, elegemos um líder e, portanto, os outros realizamos tarefas como se fôssemos somente liderados e não tivéssemos um cargo de gestão de pessoas como na vida real. Assim, experimentamos situações em que fomos obrigados a ceder em momentos de estresse com pares, o que talvez não aconteceria no dia a dia.
Lembrando tudo o que vivi lá, eu imagino que há uma necessidade maior de treinamento que remete não somente à liderança, mas à convivência social, ao trabalho em equipes multidisciplinares e, talvez, ao planejamento e objetivos comuns.
E você, o que acha? Quais são as principais necessidades de treinamento em uma grande empresa?
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
segunda-feira, 27 de julho de 2009
“Santo de casa não faz milagre”…
Talvez alguns já tenham ouvido a piada do homem da cidade que, ao passar pelo rancho do matuto, perguntou:
“Se eu adivinhar quantos cabritos existem no pasto do seu rancho, o senhor me dá um deles?”
E o matuto respondeu que sim. O homem da cidade, então, tirou o seu laptop, fez algumas planilhas, elaborou uma apresentação no Powerpoint e apresentou as análises ao matuto: “o senhor possui entre 247 e 262 cabritos e o mais provável é que tenha 254.
“Uai sô, o senhor é bão mesmo. Pode escolher o seu cabrito.”
Após o moço pegar o animal, o matuto perguntou: “se eu adivinhar a profissão do senhor, eu ganho o meu animar de volta? ” E o homem da cidade disse que sim.
“O senhor é consultor, né? ”. E o moço respondeu: “Puxa vida! Como o senhor adivinhou?”
“Uai! O senhor chegou aqui sem ser chamado. Me ofereceu um serviço que eu num tava precisando. Me falou o que eu já sabia e ainda me cobrou por isso. Agora, o senhor pode me devolver o meu cachorro, sô?”
-------------------
Bom, eu não penso assim. Na minha opinião, na maioria das vezes, a empresa chama a consultoria e pede uma proposta para um trabalho que tem um objetivo claro. Daí, a consultoria vem para fazer o diagnóstico da situação e, por receio, a empresa não abre todas as informações necessárias. E é aí que começam os problemas, pois a consultoria não vai bater de frente e dizer que, se não receber as informações, não fará o trabalho. Os consultores tentam fazer o melhor possível com o que têm. Quando entregam o relatório, apresentam tantas informações de pesquisas de mercado externas à empresa quanto menos tenham tido acesso às informações internas. Não necessariamente isso é ruim, mas não obteremos toda avaliação de que poderíamos nos aproveitar.
Quando o trabalho é bem feito e a consultoria propõe mudanças profundas, a tendência é de que haja resistências drásticas se o lider da organização não for o principal patrocinador do projeto. Mas o maior problema acontece quando a empresa resolve implantar o projeto proposto e não considera a contratação da consultoria executá-lo. Ao internalizar o projeto, o dia-a-dia toma conta da situação e ninguém tem tempo para executar, na íntegra, o que foi proposto. Se não forem designados profissionais exclusivamente para esse trabalho, quase nada será feito e o projeto se perderá.
De qualquer forma, a sensação de quem participa desses projetos com consultorias é de que se a empresa os colocasse em dedicação exclusiva e pagasse o valor cobrado, fariam um trabalho equivalente ou melhor. Mas “santo de casa não faz milagre”...
“Se eu adivinhar quantos cabritos existem no pasto do seu rancho, o senhor me dá um deles?”
E o matuto respondeu que sim. O homem da cidade, então, tirou o seu laptop, fez algumas planilhas, elaborou uma apresentação no Powerpoint e apresentou as análises ao matuto: “o senhor possui entre 247 e 262 cabritos e o mais provável é que tenha 254.
“Uai sô, o senhor é bão mesmo. Pode escolher o seu cabrito.”
Após o moço pegar o animal, o matuto perguntou: “se eu adivinhar a profissão do senhor, eu ganho o meu animar de volta? ” E o homem da cidade disse que sim.
“O senhor é consultor, né? ”. E o moço respondeu: “Puxa vida! Como o senhor adivinhou?”
“Uai! O senhor chegou aqui sem ser chamado. Me ofereceu um serviço que eu num tava precisando. Me falou o que eu já sabia e ainda me cobrou por isso. Agora, o senhor pode me devolver o meu cachorro, sô?”
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Bom, eu não penso assim. Na minha opinião, na maioria das vezes, a empresa chama a consultoria e pede uma proposta para um trabalho que tem um objetivo claro. Daí, a consultoria vem para fazer o diagnóstico da situação e, por receio, a empresa não abre todas as informações necessárias. E é aí que começam os problemas, pois a consultoria não vai bater de frente e dizer que, se não receber as informações, não fará o trabalho. Os consultores tentam fazer o melhor possível com o que têm. Quando entregam o relatório, apresentam tantas informações de pesquisas de mercado externas à empresa quanto menos tenham tido acesso às informações internas. Não necessariamente isso é ruim, mas não obteremos toda avaliação de que poderíamos nos aproveitar.
Quando o trabalho é bem feito e a consultoria propõe mudanças profundas, a tendência é de que haja resistências drásticas se o lider da organização não for o principal patrocinador do projeto. Mas o maior problema acontece quando a empresa resolve implantar o projeto proposto e não considera a contratação da consultoria executá-lo. Ao internalizar o projeto, o dia-a-dia toma conta da situação e ninguém tem tempo para executar, na íntegra, o que foi proposto. Se não forem designados profissionais exclusivamente para esse trabalho, quase nada será feito e o projeto se perderá.
De qualquer forma, a sensação de quem participa desses projetos com consultorias é de que se a empresa os colocasse em dedicação exclusiva e pagasse o valor cobrado, fariam um trabalho equivalente ou melhor. Mas “santo de casa não faz milagre”...
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